Conta-gotas: Entrevista com Lars Grael
Exemplos de sucesso: Maria Lívia e sua ONG
A água em três momentos de - The Beatles
A quem pertencem os bens culturais encontrados em águas brasileiras? ![]()
"Direito dos cursos de água internacionais" novo livro do professor Paulo Affonso Leme Machado ![]()
ONU vai combater espécies marítimas invasoras
Os oceanos já possuem 150 zonas mortas
Classes mais altas do DF lideram o ranking de consumo de água
Marca d'água na literatura e a metáfora em Vidas Secas ![]()
Salva de palmas, puxões de orelha: uma importante reflexão ![]()
Águas transfronteiriças e transnacionais: as nações e o uso interdependente das água ![]()
Erosão em Meio Urbano: um problema de Engenharia, de Direito ou de Educação? ![]()
Licenciamento Ambiental e Avaliação de Impactos Ambientais: um fracasso?
A (falta de) mentalidade por trás da falência dos sistemas hídricos
A Revista das Águas disponibiliza espaço para críticas, sugestões e artigos para publicação.
ONU vai combater espécies marítimas invasoras
Empresas de transporte marítimo e agências da ONU criaram uma organização de combate à transferência de animais e vegetais trazidos de outros ecossistemas por navios. Geralmente, eles são carregados nas embarcações juntamente com a chamada água de lastro, que é captada no mar, guardada em tanques nos porões para estabilizar o barco e depois é despejada de volta, já em águas de outros países.
A organização – chamada de Global Industry Alliance (GIA) – vai investir em novas tecnologias para tratar a água nas embarcações e buscará desenvolver modelos de navios que não necessitem desse reservatório de água. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Organização Marítima Internacional (IMO) também participam do projeto.
As espécies invasoras podem trazer prejuízos para o meio ambiente porque podem competir com os animais nativos, ameaçando sua sobrevivência. Um exemplo claro é o que vem acontecendo com os siris do Maranhão. Uma espécie invasora foi identificada em 2002 na região; desde então, os siris nativos correm risco de extinção. Isso porque os invasores se reproduzem rapidamente e são mais agressivos, levando vantagem na competição pelo mesmo alimento das espécies nativas. O transtorno também atinge a população, que não tem o hábito de consumir os siris invasores.
Segundo Newton Narciso Pereira, presidente da ONG Água de Lastro Brasil, um estudo recente feito pela USP mostrou que a água de lastro foi um dos principais vetores de disseminação do vibrião do Cólera, que atingiu o Brasil na década de 90.
Newton Pereira cita ainda o caso mais notável no Brasil: o mexilhão-dourado, que invadiu o sul do país e se tornou um problema para o bom funcionamento das usinas hidrelétricas. A espécie – de origem chinesa – se fixa em qualquer substrato duro, reproduz-se rapidamente e acabou se expandindo para outros locais.
O acúmulo desses organismos causa uma série de problemas: prejudica a operação de equipamentos submersos, provoca a degradação das espécies nativas, ocasiona dificuldades para a pesca e pode causar também o entupimento nos sistemas de refrigeração das turbinas nas usinas.